13 de fevereiro | 2011

Falta de plantonista gera reclamações de usuários do PS da Sta. Casa

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A falta de um médico plantonista atendendo no Pronto Socorro (PS) da Santa Casa de Olímpia, pelo menos no período da manhã desta sexta-feira, dia 11, acabou gerando descontentamento, preocupações e muitas reclamações de pacientes que buscavam atendimento médico. A situação se normalizou somente por volta das 14 horas.

Por volta de 13 horas ainda havia pessoas aguardando atendimento. A maioria, dependendo de cada caso, era avisada que não haveria atendimento e que procurassem uma UBS (Unidade Básica de Saúde).


Quem necessitava realmente do pronto-atendimento e permanecia, segundo informação de um funcionário, era atendido pelo mesmo médico que presta atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que paralisava o trabalho interno para atender no PS.


Mas as pessoas que se viam obrigadas a buscar atendimento em outro local, deixavam o hospital muito revoltadas. Esse, por exemplo, foi o caso de uma turista (preferiu não ser identificada) que levou a filha que sentia muitas dores e não encontrou médico para atendê-la. Ela deixou o hospital fazendo muitas críticas à cidade. “Isso é uma vergonha para uma cidade que se diz turística”, disse.


Outra mulher, também com a filha adolescente que sentia forte dor na cabeça, saiu afirmando que procuraria medicá-la em farmácia mesmo, porque ali não conseguiria ser atendida.


Praticamente um drama era vivido pela repositora Denise Cristiane do Espírito Santo, cuja mãe sofre com esquizofrenia e não conseguia ser atendida por um médico, nem mesmo no sentido de obter alguma informação do que fazer. “Perguntei se poderia falar com algum responsável e não tem nenhum responsável”, reclamou.


Quando chegou, por volta das 10 horas, já foi informada que não havia médico plantonista e que os funcionários não podiam fazer nada. Ele relatou que tentava manter contado com o provedor da Santa Casa, o comerciante Marcelo Elias Nagem Galette, mas também não conseguia.


“Toda vez que a gente vem é essa palhaçada aí. Agora estão falando que desde as 7 horas da manhã que estão sem médicos. Como que a gente faz? A minha mãe tem um problema sério de cabeça. Ela tem esquizofrenia e está ruim, precisando de internação, só que sempre passamos por um plantonista ele encaminha para Barretos”, contou.


TEVE DE PAGAR
CONSULTA
Situação ainda pior enfrentou o aposentado Cordolino Rodrigues da Silveira, que chegou ao hospital com a esposa com sério problema de saúde, conta que se viu obrigado a pagar uma consulta particular para conseguir internar a mulher.

“Ela está com uma ‘bola’ do lado da barriga. É um problema grave e não tem um médico para socorrer. Depois vão ao rádio e falam que a saúde está muito boa”. “Consegui internar a minha esposa pagando um médico particular”, reclamou.


Ele falou que até pretendia registrar um boletim de preservação de direitos na polícia. “Tive que pagar uma consulta. Você paga os seus impostos, sou um cara direito, cumpro com os meus deveres e eles não cumprem com o deles. Isso é uma vergonha para qualquer cidade. Estou revoltado, porque não sou tonto”, reforçou.


A dona de casa Amara Sebastiana da Conceição estava com um neto internado por causa de um coice que levou de um cavalo: “Eu o trouxe e não tinha médico. Quem atendeu foram os enfermeiros, bombeiros e a polícia e não fizeram nenhum exame de raio X. Se for por causa de médico o povo aqui vai morrer, dentro desse hospital, dentro dessa Santa Casa”.

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