26 de novembro | 2023

Abordagens para Lidar com a Seletividade Alimentar no Autismo

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Cláudia Caetano

Lidar com a seletividade alimentar em crianças com TEA requer uma abordagem abrangente e sensível. Aqui estão algumas estratégias que podem ser eficazes: Quando a seletividade alimentar é significativa e afeta a saúde e o bem-estar da criança, buscar a ajuda de profissionais especializados é essencial. Fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicopedagogos, psicólogos e outros especialistas podem ajudar a identificar as causas subjacentes e desenvolver um plano de tratamento adequado.

Para isso se faz necessário estabelecer uma rotina alimentar, incluindo horários, locais e rituais pré e pós-refeição, pode ajudar a criança a se sentir mais segura e preparada para as refeições. Evitar “Beliscar” entre as refeições, ou seja, ingerir pequenas quantidades de alimentos fora dos horários das refeições pode diminuir o apetite e a disposição para experimentar novos alimentos.

Estabeleça horários específicos para as refeições e lanches, limitando o “beliscar” entre elas. Envolva a criança permitindoque  a mesma,  participe na seleção e preparação dos alimentos, mesmo que não os coma. Isso pode ajudá-la a se familiarizar com diferentes alimentos sem a pressão de comê-los. Elogie e recompense a criança quando ela se aproximar ou experimentar novos alimentos. Mudanças na seletividade alimentar podem ser lentas. Tenha paciência e evite pressionar a criança. Uma abordagem gradual e sensível é fundamental.Um nutricionista pode avaliar a dieta da criança e recomendar suplementos, caso haja deficiências nutricionais.

 Terapia da Fala, Terapia Ocupacional e Terapia Psicopedagógica

A terapia da fala pode ajudar a melhorar as habilidades de comunicação da criança, tornando mais fácil expressar suas preferências alimentares. A terapia ocupacional pode tratar questões sensoriais que afetam a alimentação. A terapia psicopedagógica é a intervenção quanto as abordagens lúdicas contidas no brincar, contação de histórias, no desenho, na dramatização voltada a alimentação e também nos habilidades sensoriais.

 Intervenção Médica

Se houver suspeita de problemas médicos relacionados à alimentação, consulte um pediatra ou gastroenterologista pediátrico para avaliação e tratamento.

 Avaliar Possíveis Alérgenos

Se a criança tem alergias alimentares conhecidas, certifique-se de eliminar esses alimentos de sua dieta e tomar medidas para evitar contaminação cruzada.

A seletividade alimentar em crianças com autismo pode ser desafiadora, mas com paciência, estratégias apropriadas e envolvimento de profissionais de saúde, é possível superar esse obstáculo. É fundamental entender as causas subjacentes da seletividade alimentar e personalizar o tratamento para atender às necessidades individuais da criança. A intervenção precoce e o apoio contínuo são essenciais para garantir que a criança com TEA desenvolva uma relação saudável com a comida e receba a nutrição de que precisa para crescer e prosperar.

Cláudia Caetano – Psicopedagoga Clínica

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