12 de maio | 2013

Olimpiense tinha acesso à cúpula da CEF

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As interceptações da Polícia Federal revelam uma suposta rede de tráfico de influência da chamada Máfia do Asfalto, comandado pelo empresário Olívio Scamatti, de Votuporanga, com a cúpula da CEF (Caixa Econômica Federal), responsáveis por medição de obras e liberação de recursos da União. Uma das conversas gravadas mostra o olimpiense Humberto Tonn­a­ni Neto, vulgo Betão, lobista da Demop, conversando com o gerente regional da instituição, Carlos Bronca, para informar problemas na medição de uma obra em Barretos.

“Humberto informa que engenheiro da Caixa diz que a obra não existe, que estão tendo problema com a medição informada e o que já foi pago. Bronca diz que está em Votuporanga e já está indo para Rio Preto e resolve isso”, diz trecho de gravação de 19 de dezembro do ano passado.

Na sequência, Olívio Scamatti envia a seguinte mensagem a Humberto: “Quem autorizou vc a fazer medição do que não estava feito”. Além de Bronca, o superintendente regional, Clayton Carneiro, também é citado nas gravações. Ambos receberam no final do ano passado cestas de Natal de R$ 1,2 mil.

Depois, numa das conversas, dois funcionários do grupo conversam sobre os presentes. “Pedro pergunta para Betão se Bronca gostou da cesta. Betão diz que gostou, que agradeceu demais. Tinha tudo dentro da cesta, tudo importado, vinho, uísque, macarrão, queijo, caviar…”.

De acordo com o jornal Diário da Região, de Rio Preto, Bronca e Carneiro não quiseram comentar o assunto, mas disseram que estão à disposição do Ministério Público e da Polícia Federal.

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