06 de agosto | 2017

Faroeste Caboclo defronte a casa de Euripinho virou processo na justiça

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O inquérito aberto na delegacia de Olímpia para apurar o tiroteio ocorrido na terça-feira, 11 de julho, por volta das 9h45, na rua Senador Virgílio Rodrigues Alves, quando ex-policiais cobradores de Rio Preto vieram receber possível dívida de honorários advocatícios para o advogado Antonio Luiz Pimenta Laraia do corretor de imóveis Euripedes Augusto de Melo e que resultou na morte do ex-policial Leandro Ribas da Silva com um tiro na nuca, já se transformou em processo na justiça da comarca de Olímpia.

A promotora de justiça Sylvia Luiza Damas Prestes Ribeiro denunciou o caso no dia 27 de julho último e o juiz da vara criminal aceitou a denúncia no dia primeiro de agosto.

Paulo Sérgio Vieira, que teria atirado e morto o ex-policial Ribas pelas costas, passou a responder pelos crimes de homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe (no caso do ex-policial morto) e por tentativa em concurso de pessoas (no caso do ex-sargento Macri), além de associação criminosa.

Já Emerson Aliceu Teixeira (Nin Peão), Eurípedes Augusto de Melo, Laércio Marques e Elton Regis Albertino, responderão também pela prática crimes , passou a responder pelos crimes de homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe (no caso do ex-policial morto) e por tentativa em concurso de pessoas (no caso do ex-sargento Macri), além de associação criminosa, no entanto, na dosagem da participação de cada um nos fatos.

Já o ex-sargento PM Márcio Aparecido Macri, pela prática, de tentativa de homicídio por cinco vezes (ou seja contra Euripinho e seus quatro companheiros).

O processo agora corre na primeira fase do rito dos chamados crimes dolosos contra a vida, que são julgados pelo Tribunal do Júri. Nesta fase, chamada de processo de Pronúncia, o próprio juiz é quem julga se os acusados cometeram ou não crimes passíveis de serem julgados pelo júri popular.

Se forem condenados nesta primeira fase, então é marcada a sessão do tribunal do júri.

Durante a semana o juiz já determinou a citação de todos os envolvidos, a oitiva de Laércio e Euripinho que estão presos no Centro de Detenção Provisória de Icem, perícias e todas os procedimentos necessários para o andamento do processo de Pronúncia.

PRISÃO DOMICILIAR

Já o pedido de prisão domiciliar feito pelo advogado Galib Jorge Tannuri para o acusado Eurípedes Augusto de Melo, até a trade da sexta-feira, 04, ainda não havia sido decidido pelo juiz da vara criminal local.

O advogado, inclusive peti­cionou esta semana ordenando todos os documentos e declarações dos médicos que atenderam o corretor de imóveis que sofreria de pressão alta e diabetes reforçando seu pedido.

A promotora de justiça Syl­via Luiza Damas Prestes Ribeiro, por sua vez, manifestou pe­lo indeferimento da prisão domiciliar para o corretor de imóveis Euripedes Au­gusto Melo, de 58 anos.

O juiz de direito Eduardo Luiz de Abreu Costa, no entanto, com base na documentação apresentada onde existe declaração do médico Nelson Odair Gianoto, que atendeu Euripi­nho na Santa Casa, de que não conhece tais presídios e que se o paciente tiver algum problema necessitará de atendimento urgente, requereu informações do diretor do Centro de Detenção Provisória de Icém para saber quais as condições existentes no estabelecimento prisional.

Euripinho levou um tiro no braço, teve a bala extraída no mesmo dia do tiroteio que parou a cidade, na terça-feira, dia 11/07, mas ficou internado até a tarde de sábado, 22/07, quando o médico que cuidava dele deu alta hospitalar.

Na segunda-feira, 24, ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Icém, onde estão seus três funcionários, Elton Alber­tino, Paulo Sérgio Vieira e Laércio Marques.

 

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