16 de agosto | 2015

A saúde auditiva merece atenção

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Geralmente, pouco se fala em saúde auditiva; geralmente, perda auditiva é considerada “problema que vem com a idade” e quase ninguém se preocupa em preveni-la.

No entanto, especialistas no assunto explicam que é possível criar hábitos saudáveis desde os primeiros dias de vida de um bebê e assim procurar garantir que a sua capacidade auditiva seja mais preservada.  E mais, a qualquer sinal de que a audição está diferente, deve-se procurar um médico; infelizmente, a falta de informação e o preconceito faz que as pessoas busquem ajuda somente quando a situação se agrava, o que dificulta o tratamento.

Segundo alguns estudos, a perda auditiva vem acontecendo de forma precoce e uma das causas é a poluição sonora a qual estamos todos sendo submetidos sistematicamente, por isso é importante alguns cuidados.

O nível de barulho em nossa casa também tem grande impacto na audição. Respeitar os limites de decibéis recomendados por especialistas é importante, não só em respeito aos vizinhos, mas em benefício da própria saúde. A exposição contínua a ruídos superiores a 50 decibéis pode causar perda progressiva da audição.

O grave problema da poluição sonora piora a cada dia. O trânsito é um dos grandes vilões. Além de incômodo, o barulho afeta a saúde física e psicológica, gerando estresse, ansiedade, aumento da pressão sanguínea. Quando o ruído é intenso e prolongado, pode causar também perda de audição. Enquanto as autoridades ainda falham na fiscalização a ônibus, carros e caminhões, uma das soluções mais baratas e inteligentes é usar protetores de ouvido.

Assim que um bebê nasce, os pais sabem que é preciso fazer o teste do pezinho, mas e o da orelhinha? Tão importante quanto o primeiro exame, o teste da orelhinha é realizado para detectar problemas de audição do bebê. É rápido, indolor, não machuca a orelha do bebê e deve ser realizado após as primeiras 24 horas de vida da criança, na própria maternidade. Quanto mais cedo forem diagnosticados problemas de audição e mais rápido for a intervenção, melhor será o prognóstico.

Existem evidências de que a perda de audição seja a deficiência mais comum em crianças infectadas congenitamente pela rubéola. A busca de tratamento deve ocorrer rapidamente. É necessário realizar teste auditivo e outros exames médicos. A partir daí, avalia-se o tipo de tratamento a ser utilizado e que deve estar adaptado às necessidades específicas de cada criança. Procure seu médico a qualquer sinal de anormalidade.

Nem sempre um estudante desatento nas aulas é desinteressado. Essa criança pode simplesmente apresentar problemas de audição. Com dificuldades para ouvir, não consegue aprender direito, costuma ter conflitos de relacionamento e apresentar distúrbios de comportamento, como falta de concentração ou retraimento em excesso. Está comprovado que alunos com problemas de audição têm um rendimento escolar inferior.

Muitas pessoas experimentam algum grau de perda auditiva a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo, mas muitos não admitem a surdez. Trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Familiares e amigos devem oferecer apoio importante. O tratamento da perda auditiva, em muitos casos, pode ser feito com o uso de aparelhos auditivos, resultando em melhora significativa na qualidade de vida do indivíduo tratado.

Ao desconfiar que seu filho ou você mesmo sente alguma dificuldade para ouvir, consulte logo um médico otorrinolaringologista, que irá avaliar a causa, o tipo e o grau da perda de audição. A partir do resultado de testes como o de audiometria, realizado por um fonoaudiólogo, pode ser indicado o tratamento mais adequado.

 

 

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