21 de fevereiro | 2016

Há políticos que envergonham o povo brasileiro

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Rapidinhas

– Em março, a operação Lava Jato faz aniversário (2 anos). Pano rapidinho, senhoras e senhores! Uma vergonha! Infeliz aniversário!

– Leonardo Picciani, deputado do PMDB, foi eleito líder da bancada na Câmara. Uma vitória do governo federal; uma derrota do sr. Eduardo Cunha, cujo candidato era o deputado Hugo Motta (PB).

– O ministro da Saúde, deputado federal Marcelo Castro, deixou o cargo, por um dia, para votar em Picciani. Coisas dos arranjos políticos.

– Resumo da ópera! A derrota de Cunha enfraquece o processo de impea­chment de Dilma Rousseff. E põe mais pressão sobre a cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados. Vem retaliação por aí: “Cunha deve retaliar, segundo aliados, esvaziando a bancada do PMDB”, é o que diz em matéria de capa a Folha.

Mais Notas

– Farofa (pra não dizer outra coisa) no ventilador! Miriam Dutra botou a boca no trombone. Miriam falou à Folha (reportagem de Mônica Bérgamo e entrevista a Natuza Nery) sobre o relacionamento que teve com Fernando Henrique Cardoso entre os anos 1980 e 1990. Miriam afirma que Tomás Dutra é filho do ex-presidente.

– E mais: A Brasif S.A. Exportação e Importação teria “ajudado” o sr. FHC a manter, no exterior, Miriam e o filho, por meio de um contrato (“fictício”) de trabalho no valor de US$ 3.000 por mês.

– FHC disse a Miriam (“dois anos depois da vigência do contrato”) que o dinheiro enviado a ex-namorada era dele, e não tinha nada a ver com a Brasif.

– Em 2009, o ex-presidente havia decidido reconhecer Tomás como seu filho biológico. Em 2011, porém, dois exames de DNA, segundo FHC, deram negativo. Ainda assim, Tomás continuaria sendo reconhecido e cuidado como seu filho, disse o sr. Fernando Henrique Cardoso. Miriam contesta o resultado dos exames.

– Resumo da ópera 2! O sr. FHC enviou carta ao jornal Folha de S. Paulo: Admitiu ter contas no exterior (revelação feita pela sra. Miriam Dutra Schimidt e ter mandado dinheiro para Tomás, a quem presenteou com um apartamento (200 mil euros) em Barcelona (Espanha). As contas todas dentro da lei, segundo Fernando Henrique.

– Frase da sra. Miriam: “Não quero morrer e isso ficar na tumba”, disse a ex-repórter da TV Globo. Não entro no mérito da questão, que é de natureza intima e cabe aos envolvidos (Miriam e Fernando) resolver. As revelações de Mi­riam, porém,  serão usadas politicamente. Não tenham a menor dúvida disso. Não é assim a política no Brasil em geral? Com campanhas de baixíssimo nível, recheadas de baixarias e sujeiras de todos os tipos? Há, é claro, exceções.

Outras Notas

– O sr. Newton Ishii, o japonês da Federal, foi à Câmara do Deputados. Foi paparicado o tempo todo. Como se fosse uma celebridade. Ishii foi à posse da diretoria da Federação Nacional dos Policiais Federais.

– Pra comemorar os seus 95 anos de fundação, a Folha promoveu, nos dias 18 e 19, uma série de debates. Alguns temas das oito mesas: Novas Formas de Informar; Quando a Imprensa é Vista como Oposição; A Crônica no Jornalismo; Recessão com Inflação no Brasil; Cobertura em Áreas de Conflito; Os Bastidores da Cobertura da Lava Jato; O Jornalismo Político de Oposição.

– Belos temas e gente como Luís Fernando Verís­simo. Ruy Castro, Fer­nanda Torres, James Har­kin (“Vanity Fair” e “The Guardian”), Eduardo Giannetti, Vinicius Torres Freire, Josias de Souza e outros da mesma categoria estarão debatendo os assuntos (temas) citados. Além do irlandês Harkin, participarão outros jornalistas estrageiros (Espanha, Argentina, Venezuela). Clóvis Rossi e Mônica Bérgamo, entre outros, serão mediadores. Um encontro e tanto pra quem gosta de jornalismo e de debater temas importantíssimos e atuais do contexto nacional. Um prato cheio!

– Violência! O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi adiado. O assunto é se o “trí­plex do Guaruja” seria ou não do sr. Lula da Silva, que diz, com todas as letras, que o tal apartamento não é dele.

– Infelizmente, simpatizantes do ex-presidente e manifestantes anti-Lula entraram em confronto “direto” em frente do Fórum Criminal da Barra Funda. O centro dos confrontos foi o bonecão “Pixuleko”, levado para diante do fórum pelos críticos de Lula.

– Lulistas queriam destruir o “Pixuleko”; os anti-lulistas, ao contrário, tentaram inflar o boneco. Manifestantes da Frente Brasil Popular (pró-Lula) ficaram feridos. Policiais da PM baixaram os cassetetes. Os manifestantes atiraram pedras uns nos outros .

– Em tempo:”Pixuleko” foi furado pelos petistas e murchou. Manifestantes, enquanto furavam o boneco, gritavam, “não vai ter golpe”.

Pílulas

– A agência de risco Standard & Poor’s rebaixou novamente a nota do Brasil.

– A agência já havia tirado do Brasil, de bom pagador da dívida (há cinco meses).

– Para a Standard & Poor’s o ajuste econômico será demorado; a crise política cria obstáculos ao crescimento.

– Para o Planalto a nota baixa é temporária. Após a aprovação de medidas pelo Congresso (CPMF, Reforma da Previdência), a nota será revista. Aguardemos.

– E o Zé Simão continua “impagável” co­mo sempre: Você sabe co­mo o Exército espanta mosquito? Grita: ‘Circulando!’

– Sindicatos não que­rem nem ouvir falar de mudanças na aposentadoria.

– Donald Trump, o “folclórico” pré candidato republicano à Casa Branca, perde o amigo, mas não perde a piada. O homem ficou irritado com o apelo feito pelo papa Francisco, pedindo compaixão pelos mexicanos que cruzam a fronteira com os Estados Unidos.

– Trump, “líder da corrida republicana” ao trono de Mr. Barack Obama disse que Francisco não entende o perigo de uma fronteira aberta com o México. E mais: “Acho que o México está usando-o para manter a fronteira como está”.

– Como se sabe, Trump quer construir um muro na fronteira com o México. É o fim, senhoras e senhores!

Cumpadres

Bom-dia, meus insignes amigos. Vós sois o motivo dessas mal-traçadas linhas. Obrigado.

Cortina

– Já está nas bancas um livro chamado “Dilmês”. Que tal fosse lançado o Bialês (de Pedro Bial). Leiam o que o moço falou num desses paredões do programa BBB. (sic): Quisera as coisas fossem tão simples quanto este paredão maniqueísta; quisera este fosse um paredão maniqueista. Pano rapidinho!!!

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, colunista, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.

 

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