08 de junho | 2024

Prefeitura lança cartaz com erro no nome do Fefol após 60 anos

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GOVERNO SEM RUMO E SEM PRUMO!
Sant’anna classificava como morfético quem utilizasse o Nacional no nome do Festival.

José Antônio ArantesPara quem acredita em magia, ou qualquer coisa relacionada a outro mundo, ou mesmo em ditados populares, ou em folclore, vai acreditar que o professor Sant’anna, o criador da nossa festa maior, onde quer que esteja, se é que possa estar, deve estar xingando muita gente de morfético (no sentido de pessoa idiota, estúpida, maldita, ridícula), termo que costumava usar nos bastidores para eleger seus desafetos ou àqueles que não entendiam nada de folclore. 

O prefeito “Nandão”, em seu último ano de desgoverno, após ligar o “foda-se”, deixou que imprimissem um cartaz e, possivelmente, todos os outros impressos da festa maior realizada pelo município, que está comemorando 60 anos de existência, com o nome errado.

EXCOMUNGAVA OS
DITADORES DE ASNEIRAS

O professor Sant’anna, nas vezes que ouviu alguém chamar sua festa, a festa do Zé da Festa, de Festival Nacional, simplesmente envermelhou os olhos, soltou faísca, chamou todos os santos, o Saci Pererê, a Mula Sem Cabeça, o Boitatá, o Curupira, o Lobisomem, o Boto, a Cuca, o Negrinho do Pastoreio, entre muitos outros, para ajudá-lo a excomungar os ditadores de asneiras. 

O professor tinha como uma de suas grandes mágoas terem criado o tal do Festival Internacional para colocar belas bundas, belas pernas de universitárias e artistas para concorrer com as fantasias pobres das folias de reis, das congadas e o capim dos caiapós.

CONSIDERAVA A PALAVRA
FIFOL UM ESTELIONATO AO FEFOL

Quando ouvia Fifol, ficava amargurado com o estelionato de se querer confundir as pessoas de todo o Brasil querendo impor o parafolclore para sobrepor o folclore autêntico para qual gastava todo o seu tempo e seus parcos recursos para preservar.

Daí a resposta sempre na ponta da língua: “Não existe Festival Nacional!”, é Festival do Folclore e só. Não sei de onde esses morféticos ficam tirando esses nomes. Não dá para alterar o nome de uma festa tradicional para diferenciar de uma outra, cujas atrações se presencia em qualquer churrascaria de São Paulo”, esbravejava o mestre. 

Hoje em dia, então, a situação ficou ainda pior, pois nem esta desculpa poderia ser dada, já que o Festival Internacional teve vida curta e não resistiu por muito tempo.

CARTAZ, ALÉM DE OUTRAS PEÇAS,
INCLUSIVE RELEASES
MOSTRAM ERRO GROTESCO E DANTESCO

O cartaz foi lançado na terça-feira, com toda pompa que caracteriza o governo Nandão, faltando apenas dois meses para a edição de 2024 do Festival do Folclore – FEFOL, que este ano completa 60 anos de história. O Cartaz Oficial da festa foi lançado, marcando o início somente agora da divulgação institucional do evento. 

O festival é considerado o maior encontro da cultura popular de todo o Brasil e será realizado de 3 a 11 de agosto de 2024, no Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna”, celebrando seu Jubileu de Diamante.

CARTAZ APELA PARA ESTILIZAÇÃO

Além de sair atrasado e com erro no nome do festival, a arte do cartaz não traz nenhum grupo, nem folclórico nem parafolclórico, como era costume na época de Sant’anna. 

Este foi inspirado na obra “Olímpia: Recortes do Folclore” do artista olimpiense Romeu Tamelini, fruto de um edital premiado da Lei Aldir Blanc, no qual estão presentes objetos e personagens característicos da cultura de todas as regiões brasileiras.

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