17 de janeiro | 2011

Para Zanolli pedido da prefeitura fere a constituição e a democracia

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Para o artista plástico e colaborador desta Folha, Willian Antônio Zanolli, a manifestação da Prefeitura de Olímpia, através de seu advogado Edilson Denadai, no inquérito civil que apura possível agressão ao meio ambiente, pedindo o enquadramento dele por estar “denegrindo a imagem do executivo e dando trabalho para os seus funcionários”, antes de ser absurda, fere frontalmente a Constituição Federal, que é conhecida como Constituição Cidadã e a própria democracia.


Zanolli entende que: “se o cidadão for punido por questionar algo que vislumbra que pode ser irregular e corrigido no poder público, nós não vivemos numa democracia. As pessoas criticam atitudes extremistas e autoritárias em governos como o de Hugo Chavez, Fidel Castro e o próprio Hitler e, parecem, quando no poder, acometidas pela síndrome satânica do mando”.


E complementou: “A prosperar a intenção, no meu entendimento, sem lógica, postulada pelo representante do poder executivo, o cidadão perderá o direito de fiscalizar as ações levadas a efeito com o dinheiro pago pelos seus impostos. Não creio nesta possibilidade por acreditar na justiça, tanto que recorro a ela quando vejo que alguma questão de interesse da sociedade está sendo colocada em risco. Se as pessoas se sensibilizassem, neste momento de extrema tristeza para nossa nação, se espelhariam nas tragédias de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro e em algumas regiões de São Paulo, e lutariam pela preservação ambiental e não pela destruição do meio ambiente para que estes sinistros não continuem ocorrendo”.


O artista plástico, por outro lado, complementa que o olimpiense estava tão familiarizado com o verde e a arborização da praça que não atentava para a quantidade de árvores ali existentes.

“Depois do fato ser divulgado, é grande o número de olimpienses que passam pela Praça conferindo a quantidade das árvores ali existentes”.

Ressaltou ainda que não entende porque a prefeitura não encaminhou à Promotoria os laudos técnicos precedentes exigidos pelo Estatuto das Cidades, sem os quais as obras de reforma não deveriam ser realizadas.


Concluindo, deixa uma dúvida, levantada por populares preocupados com esta questão: “as “Palmeiras Imperiais” estando enquadradas como espécie exótica vão ser erradicadas?”

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