01 de novembro | 2020

Motorista da Daemo denúncia proposta para sabotar água distribuída na cidade

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ÁGUA CONTAMINADA!
Motorista diz que Rafael chegou a prometer R$ 30 mil
e um futuro cargo na prefeitura. Rafael disse
que foi tudo armação e que o motorista
deveria ter procurado a superintendente
do Daemo e não o articulador
político da campanha do prefeito.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado às 15h23 de quarta-feira, 28, na delegacia de Polícia local, pelo motorista Valdecir Donizeti Antunes de Souza, 42 anos, residente no bairro Silva Melo, onde acusa Rafael Poliselli Olmos, sobrinho do candidato a prefeito Flávio Olmos, de ter solicitado que ele sabotasse a água que carrega em caminhão tanque e distribui em caixas d’água da cidade.

Valdecir declarou na polícia que presta serviços para o DAEMO transportando água potável em caminhão pipa para abastecimento das caixas de água dos bairros da cidade e algumas vezes nos Distritos de Baguaçu e Ribeiro dos Santos e, que, há aproximadamente 20 dias foi procurado por Rafael Olmos, primeiramente, propondo jogasse dois baldes de terra dentro do tanque do caminhão, dizendo que receberia a quantia de R$ 5.000,00 a R$10.000,00 pelo feito.

O motorista contou também que Rafael teria dito que o objetivo era contaminar e poluir a água da cidade, prejudicando a atual administração. Ele garan­tiu que recusou tal proposta. Mas no dia 22/10/2020, uma quinta-feira, no­vamente teria sido procurado por Rafael, que desta vez disse que daria ao declarante a quantia de R$ 30.000,00 e um futuro cargo na prefeitura municipal de Olímpia, caso aceitasse despejar LM ou So­lu­pan na água potável destinada aos munícipes, visando novamente a contaminação da água.

A ÁGUA DA CIDADE

JÁ É PODRE

Segundo consta no Boletim de Ocorrências, o declarante teria respondido que ele era louco de fazer isso (o pedido), e que obteve como resposta de Rafael: “a água da cidade já é podre”. Na sequência, Rafael teria dito: “joga uma pastilha de…” sugerindo uma substância da qual o declarante não se recorda, no intuito de causar uma desinteira na população de Olímpia.

Concluindo, Valecir, declarou à polícia que após o ocorrido, o declarante comunicou os fatos acima narrados para Paulo Mar­condes, pessoa ligada ao prefeito Fernando Cunha e que Rafael teria dito que procuraria novamente, porém até a presente data não haviam tido contato”.

No dia 29, no programa Cidade em Destaque pela Rádio Cidade, Youtube e Facebook, após a divulgação da ocorrência, foi lida uma nota de repúdio do acusado Rafael Poliselli Olmos pelo motorista, onde ele diz que foi uma tentativa de armação.

NOTA DE REPÚDIO

“Venho por meio desta nota, REPUDIAR mais uma vez uma atitude antidemocrática, covarde e mentirosa de alguns adversários políticos do candidato a prefeito Flávio Olmos. O desespero é visível quando você vê pessoas de má índole propagando mentiras e armando situações apenas para prejudicar um adversário político. Ainda mais partindo de pessoas que sempre circularam pelos corredores sujos da política da nossa cidade”, afirmou.

E continuou: “Ocorre que hoje pela manhã fui surpreendido com uma notícia nos órgãos de imprensa, que o Sr. Valdecir Donizete Antunes de Souza, ex-funcionário de uma das minhas empresas, registrou Boletim de Ocorrência, relatando que eu (Rafael) teria oferecido dinheiro para ele jogar terra nas caixas de água do Daemo, o que é uma GRANDE MENTIRA”.

“Tudo isso não passa de uma grande tentativa de armação, com o único e intuito de prejudicar a imagem do candidato Flávio Olmos, que é meu familiar, tentando jogar para ele um ônus de armação para prejudicar o atual prefeito, o que seria outra grande MENTIRA”, complementou.

MOTORISTA  DEVERIA TER

PROCURADO O CHEFE E NÃO O

ARTICULADOR  POLÍTICO

Rafael disse ainda na nota: “Causa estranheza este sujeito ter procurado diretamente o articulador político do prefeito Fernando Cunha, sr. Paulo Marcondes, ao invés de ter procurado a superintendência da Daemo Am­bien­tal, no caso a Srª. Tina Ris­cali. Isso é o que consta no próprio B.O. Só isso já seria o suficiente para desconfiarmos que seja uma tentativa de ARMAÇÃO POLÍTICA”.

E questionou: “Porque alguém procuraria o arti­culador político do Cunha ao invés do seu próprio chefe? Não faz sentido algum e deixa claro ser uma tentativa de armação.

Outro detalhe curioso é que o autor do B.O., sr Valdecir, é ex-funcionário de uma de nossas empresas, onde foi dispensado, tendo recebido todos os seus direitos trabalhistas, porém nunca se conformou com o fato da dispensa. Já é o segundo fato estranho que ocorre hoje contra a nossa família, já que o escritório de outro familiar (Jonas) teve uma porta de vidro quebrada pela manhã, de forma muito suspeita, a qual estaremos averiguando maiores detalhes”.

E conclui: “Diante disso, estaremos tomando todas as medidas judiciais cabíveis contra este crime de calúnia e difamação contra a minha pessoa e minha família. Sem contar o crime eleitoral contra o candidato Flávio Olmos. Uma eleição se ganha nas urnas e o fato do povo estar com o Flávio, tem incomodado muitos políticos desta cidade”.

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