28 de novembro | 2012
Funcionários da escola onde foi encontrado aluno armado estão com receio de trabalhar
Funcionários que atuam na Escola Estadual Professora Maria Ubaldina de Barros Furquim, onde ocorreu a apreensão de um revólver calibre 32 na manhã da segunda-feira desta semana, dia 26, estariam apreensivos com a situação e com receio de comparecerem ao trabalho.
“Agora estamos com medo de vir trabalhar. A escola tem 900 alunos e a grande maioria é composta por bons alunos”, disse uma funcionária que não quis ser identificada, em entrevista ao jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto.
Como se sabe, o revólver municiado com 6 cartuchos foi apreendido com um estudante de apenas 14 anos de idade. A arma estava dentro da mochila do menor, onde também havia outros dois cartuchos de calibre 38.
Em depoimento à Polícia Civil, o adolescente explicou que estaria sendo ameaçado por outro estudante e por isso levou a arma para a escola. “Ele disse que conseguiu o revólver com um rapaz chamado Heleno, mas não soube dar mais detalhes. Ele foi liberado pois não tem antecedentes criminais e não estava exibindo a arma para ninguém”, afirma o delegado João Brocanello Neto.
A arma e as munições foram apreendidas e encaminhas para a perícia. “Conversei com ele, mas pouco falou sobre o que aconteceu. Ficamos surpresos com tudo isso. Ele sempre foi tranquilo, estudioso e sempre tira notas boas”, diz um tio do adolescente, que também preferiu não ser identificado.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que o aluno e a família receberam acompanhamento de uma professora da unidade. “Uma professora ficará responsável por realizar entrevistas com os responsáveis pelo aluno, analisar fatores de vulnerabilidade a que possa estar exposta a criança ou o adolescente, orientação à família ou responsáveis na procura de serviços de proteção social, caso necessário, sugestão de atividades pedagógicas complementares realizadas fora do período letivo”, informou em nota.
O caso foi encaminhado para a Vara da Infância e Juventude. Porém, também segundo o jornal, a promotora da Vara, Daniela Ito Echeverria, mas o caso ainda não havia chegado até ela e por isso não poderia comentar sobre possíveis punições que o adolescente poderá receber.
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