03 de maio | 2009

Crise financeira atrapalha conseguir avanços sociais

Compartilhe:

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Alimentação de Olímpia e região, João Roberto Stringhini, Chuca, a crise financeira que vem se desenvolvendo em todo o mundo, mas também no Brasil, tem atrapalhado até mesmo a obtenção de vantagens sociais para a categoria.Todas as reivindicações, principalmente as financeiras, dificilmente são recebidas pelas empresas.“Esse ano atípico está muito difícil para avançar porque tem essa bendita crise e tudo é conseqüência dela.Por mais que você tenta avançar em causa sociais, independente de causa financeira, fica muito difícil, porque isso também trás custos e é a resposta do patronal para que não consiga implantar tais causas sociais”, comentou.
Com cerca de dois mil trabalhadores associados, Chuca diz que esse contingente representa aproximadamente 95% dos trabalhadores cadastrados, “porque a gente faz um trabalho diferenciado dos outros sindicatos, até por ser o maior sindicato da região”.

A participação dos trabalhadores da categoria é considerada representativa, embora os filiados encontrem dificuldades para comparecer às atividades sindicais desenvolvidas.

A categoria, porém, por aglomerar também funcionários de usinas de álcool e açúcar, tem cerca de 85% de pessoas do sexo masculino: “não é questão de fazer discriminação, é a lógica da categoria mesmo”.

Entretanto, ele não vê o que comemorar neste dia 1.º de maio, muito em razão da crise mundial. “Não foi o trabalhador que gerou a crise, mas infelizmente a gente sabe que no fim é o trabalhador quem paga a conta”, asseverou.

Esquecer a crise seria a solução para os problemas: “acho que só produzindo e voltando nos trilhos, como antigamente, é que a gente vai crescer e não adianta ficar sentado à beira do caminho e lamentar que existe uma crise, temos que enfrentar e tentar ultrapassá-la, todos unidos”.

Essa união, segundo Chuca, tem que envolver os trabalhadores, sindicatos e a própria sociedade.Para o sindicalista, nesse momento seria importante manter os postos de trabalho, em condições de evitar, inclusive, acidentes de trabalho e ter mais respeito com o trabalhador.

Outro ponto que ele destaca é dar mais qualificação e mais recursos para que possam desenvolver melhor suas atividades.

Por outro lado, ele não acredita em modificação da CLT, que cortaria muitas vantagens dos trabalhadores. “Como já não passaram, com várias tentativas, as reformas sindical e estrutural, a da CLT não passa porque as centrais brigam em cima disso”.

Compartilhe:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!

Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!

Mais lidas