30 de maio | 2010

Costureira dá luz a filho no banheiro em Guaraci

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A costureira Flávia Cristina Martins da Silva (foto), 27 anos, deu à luz um menino no banheiro de casa, no domingo, dia 23 de maio, após passar duas vezes pelo posto de saúde de Guaraci, e ser liberada pelo médico plantonista, embora estivesse passando mal. Flávia estava grávida de sete meses e só descobriu a gestação no final de março.

A primeira consulta do pré-natal e a ultra-sonografia seriam realizadas nesta sexta-feira, dia 28. A Polícia Civil vai apurar se houve negligência médica. Flávia é casada há seis anos e Davi, que nasceu com pouco mais de 1,7 quilo, é seu primeiro filho.

Ela estava no banheiro limpando um sangramento quando, ao abaixar sua bermuda, sentiu que o bebê estava caindo. “Quando vi aquela bola de sangue, eu me assustei e comecei a chorar. O bebê também. Foi quando o peguei no colo”, disse ao jornal Diário da Região.

Mãe e filho foram encaminhados para a Santa Casa de Olímpia. Ela teve alta médica na terça-feira, dia 25, mas Davi continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, necessitando de cuidados médicos e com quadro clínico instável.

A costureira conta que só descobriu a gravidez no final de março, após dois meses de atraso da menstruação. “Fui ao primeiro médico, expliquei a situação e ele solicitou exame de sangue, que confirmou a gravidez”, disse.

Na sequência, Flávia foi encaminhada a um ginecologista, que daria início ao pré-natal. Ela passou por consulta médica no dia 7 de maio, quando realizou exames e foi medicada. “O médico me examinou e disse que eu deveria estar de quatro meses por causa do atraso na menstruação”, acrescentou.

BEXIGA INFECCIONADA
Mesmo grávida, ela conta que não notou sua barriga crescer, mas que na sexta-feira, dia 21, sentiu fortes dores nas costas e na região abdominal. No sábado, sentiu dores durante o dia todo, mas só procurou o posto médico na manhã de domingo. “Ele falou que eu estava com a bexiga infeccionada, prescreveu uma injeção e eu fui liberada. À tarde voltei a sentir dores e retornei ao posto às 18h30. O mesmo médico receitou nova injeção e voltei para casa”, conta a costureira.

Poucos minutos após chegar em sua casa, Flávia reclamou para o marido das dores que não passavam. Enquanto ele saiu para chamar o motorista da ambulância, ela foi até o banheiro, onde iria trocar a bermuda por uma saia. “Foi quando o bebê nasceu”, contou.

Na tarde da quarta-feira, dia 26, Flávia e o marido registraram boletim de ocorrência na delegacia da cidade. A advogada da costureira, Daniela Queila dos Santos Bornin, afirma que a intenção é resguardar a família e que, se houve erro médico, que o responsável seja punido.

OUTRO LADO
O secretário de saúde de Guaraci, Rogério Aguiar, disse que abriu sindicância interna para apurar os fatos. Ele afirma que se algum médico que atendeu Flávia cometeu negligência será demitido.

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