13 de junho | 2024

Comerciantes e empresários ganham liberdade provisória

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BOMBA DA SEMANA!
Os comerciantes Almir e Monique terão que cumprir medidas restritivas de direito e o empresário Hiroshi Kitagawa além das medidas teve que pagar fiança de R$ 26 mil.

No início da tarde de quinta-feira, 13 de junho, ocorreu no fórum da comarca de Olímpia a audiência de custódia dos três suspeitos presos na operação da Polícia Civil que investigou um esquema de receptação e estelionato na cidade. Os comerciantes Almir e Monique e o empresário Hiroshi Kitagawa ganharam liberdade provisória, mas terão que cumprir medidas restritivas de direito.

Almir e Monique estão proibidos de ausentar-se da comarca onde residem por mais de 10 dias sem autorização judicial. Eles também não podem mudar de endereço ou número de linha telefônica sem prévia autorização do juiz. Além disso, os dois deverão cumprir recolhimento domiciliar no período noturno, das 21 horas às 5 da manhã.

Já Hiroshi Kitagawa, além das restrições semelhantes às de Almir e Monique, teve que pagar uma fiança no valor de R$ 26 mil. A proibição de ausentar-se da comarca por mais de 10 dias sem autorização judicial e a necessidade de manter o endereço e número de telefone atualizados também se aplicam a ele.

A PRISÃO

A prisão dos três envolvidos ocorreu na quarta-feira, 12 de junho, durante uma operação da Polícia Civil de Olímpia. A investigação começou após a denúncia de uma empresa vítima de um golpe envolvendo a venda de 30 galões de óleo lubrificante para maquinário pesado. A entrega foi feita, mas logo após, a empresa notou irregularidades nos cadastros e suspeitou de estelionato. A polícia foi alertada e organizou uma entrega controlada, resultando na prisão dos suspeitos.

Durante a operação, a polícia encontrou defensivos agrícolas furtados, além dos óleos lubrificantes. Os produtos eram desviados de grandes fazendas da região e revendidos a preços reduzidos. Os suspeitos confessaram que sabiam da origem ilegal dos produtos.

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS E ÓLEOS LUBRIFICANTES

O delegado responsável pelo caso, Daniel do Prado Gonçalves, explicou que os produtos eram vendidos muitas vezes utilizando notas fiscais falsas ou sem nota fiscal. “Eles recebiam os produtos furtados e revendiam, sabiam que estavam cometendo um crime”, afirmou.

A operação revelou uma rede de receptação e estelionato envolvendo comerciantes e produtores rurais da região que compravam os produtos a preços reduzidos. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos.

Os produtos furtados incluíam defensivos agrícolas e óleos lubrificantes, vendidos a preços abaixo do mercado. Os compradores tinham ciência da origem ilegal dos produtos, evidenciado pelo preço reduzido.

AGRICULTORES QUE COMPRARAM OS PRODUTOS SERÃO RESPONSABILIZADOS

Além de Kitagawa, Almir e Monique foram presos. A operação levou à apreensão de três caminhões carregados de produtos furtados. “Esses produtos serão analisados para identificar as vítimas e os responsáveis pelo furto”, disse o delegado.

Os agricultores que compraram os produtos furtados também serão responsabilizados. “Todos que compraram sabendo da procedência ilegal responderão por receptação”, afirmou o delegado. “É essencial comprar de fontes confiáveis e exigir nota fiscal.”

O delegado destacou a importância do trabalho em equipe da Polícia Civil de Olímpia. “Este foi um esforço conjunto de uma equipe dedicada”, disse. “Estamos comprometidos em reduzir a criminalidade na região e assegurar que todos os envolvidos sejam punidos.”

A operação contra Kitagawa e seus associados serve como alerta para empresários e comerciantes sobre os riscos de se envolverem em atividades ilegais. “O lucro rápido e fácil pode parecer tentador, mas sempre há consequências”, concluiu Daniel do Prado.

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