11 de agosto | 2010

Adolescentes agredidos na boate do recinto por causa de ingressos

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Dois adolescentes foram
agredidos no início da madrugada da quarta-feira, dia 11, por volta dos 35
minutos, na boate denominada ‘itinerante’, pela organização do 46.º Festival
Nacional do Folclore (Fefol), que funciona no interior do Recinto de Exposições
e Atividades Folclóricas Professor José Sant’anna, porque não teriam pagado
ingressos para entrar no local.

Consta que houve um
desentendimento generalizado no local, onde segundo a organização do evento,
vem sendo realizadas confraternizações entre os grupos que participam do 46.º
Festival Nacional do Folclore (Fefol), coordenados pelo Godap, de Olímpia.

Consta que o menor W.A.M.S.,
de 17 anos de idade, e outro de inicial L., teriam sido agredidos físicamente e
violentamente por desconhecidos. W teria sofrido ferimentos no tórax e na boca.
A garota sofreu ferimentos na cabeça.

Segundo foi divulgado pela
Polícia, W teria arremessado um cavalete na porta da boate e em seguida, pegou
um pedaço de pau e atingiu o ônibus Scania, que transporta o grupo de Belém do
Pará.

OUTRO LADO
Mas, segundo uma mulher que
se identificou apenas pelo nome de Cláudia e mãe da adolescente agredida, em
telefonema à Rádio Difusora, logo após a divulgação da informação, a situação
teria sido diferente que a versão oficial dos fatos registrada pela policia.

Segundo ela, os dois
adolescentes foram agredidos por seguranças que trabalhavam na boate e não por
um grupo de pessoas desconhecidas. Os dois teriam sido retirados por três
seguranças porque não tinham pago ingressos.

O menino, segundo essa
mulher, sofreu fratura de costela e quebrou pelo menos um dente. Já a menina
foi encontrada jogada no chão, com o corpo cheio de escoriações perto do portão
de acesso ao estacionamento interno do recinto, que recebe veículos com passe
livre e não pagam para estacionar.

No caso dos danos ao ônibus,
Cláudia relatou que a filha não teve a intenção de acertar o veículo, mas que
tentou de tudo, usando o que estivesse ao seu alcance, para se defender do
agressor, segundo consta, de porte bastante grande.

Sobre a informação de terem
jogado um cavalete na porta da boate, a mulher disse que “ela (menina) diz que
não sabe o que jogou. Ela jogou, mas jogou para se defender do rapaz
(segurança), ela não viu nem onde pegou. Ela não jogou nada para quebrar nada”.

A filha dela, segundo informou,
além das várias escoriações pelo corpo. “Estou com um laudo da Santa Casa que o
médico me deu, está com um olho roxo e reclamando de muitas dores, porque eles
sabem bater, sabem não deixar muitas marcas”, declarou.

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